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Como Trabalhamos


Florestas Plantadas


 

Negócio Florestal

 Segundo exportador do agronegócio nacional, perdendo apenas para a soja, o negócio florestal é um dos setores mais produtivos no Brasil.

Quando se trata de recursos florestais, nosso país também ostenta posição de destaque, não só por deter a maior diversidade biológica do planeta, mas, pelo extraordinário potencial para abrigar florestas plantadas. 

O território nacional possui, hoje, cerca de 5 milhões de hectares de plantações florestais. E, cada vez mais, os números indicam a força do Brasil neste segmento:

 

:: Cada hectare plantado com floresta de rápido crescimento preserva cerca de 10 hectares de florestas nativas.

 

:: Os produtos florestais contribuem com US$ 17,5 bilhões por ano para o PIB nacional, gerando US$ 3,8 bilhões em impostos.

 

:: O negócio florestal em Minas Gerais representa hoje 7% do PIB estadual, agregando R$3,8 bilhões em exportações e respondendo por 731 mil empregos

 

Eucalipto

Nativo da Austrália e de ilhas adjacentes, o Eucalyptus é um gênero arbóreo, pertencente à família das Mirtáceas, com mais de 600 espécies conhecidas. Tamanha diversidade de espécies significa uma grande variedade de madeira e, portanto, possibilidades de utilização para as mais diversas finalidades. Quando foi introduzido no Brasil, o eucalipto seria utilizado como lenha, estacas de cercas e dormentes. Hoje, além do uso crescente para celulose e papel, sua madeira é utilizada para produção de móveis os mais requintados. 

É difícil precisar o ano da chegada do eucalipto ao Brasil.  Informações mais remotas indicam a existência de dois exemplares de E. gigantea no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em 1825. Registros posteriores fazem referência a alguns exemplares no Rio Grande do Sul em 1865.  A árvore era usada apenas como planta ornamental por causa de suas propriedades sanitárias, principalmente pelo cheiro agradável das folhas.

É certo, contudo, que introdução do eucalipto em bases técnicas iniciou-se em 1904, no Horto de Jundiaí (SP), conduzida por um jovem engenheiro silvicultor, Edmundo Navarro de Andrade. Quando ainda estudava em Portugal, este ilustre brasileiro teve sua atenção voltada para uma plantação de eucaliptos ao longo do Rio Mondego. Cientista por formação e por índole, Navarro de Andrade revelou ali todo seu espírito atilado de pesquisador intuitivo, ao perceber o futuro daquelas árvores em terras brasileiras. Terminando seu curso de Agronomia, Navarro de Andrade retornou ao Brasil, trazendo consigo as sementes colhidas às margens do Mondego.

Já naquela época, a Cia. Paulista de Estradas de Ferro (FEPASA) precisava de madeira para dormentes, para mourões de cerca e para combustível das locomotivas. Com os resultados animadores dos primeiros testes, importaram-se sementes de várias espécies e distintas regiões da Austrália. Estudos foram efetuados em diversos hortos da FEPASA, porém, foi em Rio Claro-SP, que se instalou a maior parte da experimentação.

Hoje, as florestas de eucalipto são destinadas à produção de carvão vegetal para a indústria siderúrgica e de ferroligas, para produção de celulose, papel, painéis de madeira e outros subprodutos, como tecido sintético, cápsulas de remédios, produtos de limpeza, alimentícios, perfumes e medicamentos. Numa proteção racional às florestas nativas, cresce a cada dia o uso da madeira sólida proveniente dessas plantações florestais.

Em Minas Gerais, o primeiro plantio comercial de eucalipto foi realizado pela Cia. Siderúrgica Belgo Mineira, no município de Santa Bárbara, em 1949.

 

Pinus

O gênero Pinus pertence à família das Pináceas, integrantes da ordem Coniferales, vegetais superiores que primeiro se estabeleceram no planeta. As primeiras espécies plantadas no Brasil vieram do sul dos Estados Unidos, chegando ao Brasil em meados do século XIX, por meio do filósofo alemão, Hermann Bruno Otto Blumenau, fundador da cidade homônima em Santa Catarina. Em Minas Gerais as espécies mais plantadas foram dos pinus tropicais, trazidas principalmente da América Central.

As primeiras experiências comerciais com os Pinus no Brasil datam de 1959, no Estado de São Paulo, por meio da produção e exploração racional de madeiras em florestas plantadas. Embora com utilização diferente, o pinus cumpre o mesmo papel do eucalipto, na preservação das florestas nativas. Hoje, as espécies de Pinus são amplamente utilizadas em construções leves ou pesadas, na produção de laminados, compensados, chapas de fibras e de partículas, na produção de celulose e papel e para a extração de resina.



Autor: AMS

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